Façamos um inventário consciencioso e veremos como ficamos espantados com as riquezas que possuímos.
Como dizia Arquimedes que um ponto fixo no espaço e uma alavanca suficientemente robusta e comprida eram condições bastantes para levantar o mundo. Não bastava uma, senão duas coisas: o ponto fixo e a alavanca. Que diz a história?
Não é com o desgastar do tempo que tudo acaba, tudo passa? No mundo do passado talvez bastasse o ter um pavilhão próprio, uma língua e literatura sua, umas fronteiras naturais e um governo. No mundo presente não. Recorda-se um dos fundamentos essenciais, a lei da evolução.
Que diz esta lei em substância? Que a máquina humana se moveu, move e moverá sempre no sentido duma crescente cerebralização.
Rodrigues de Carvalho
