Embora não se tenha uma compreensão imediatamente adequada do contexto social, existe uma parte de inventividade ética que não deve ser subestimada.
Sem entrar aqui na questão moral consequencialista do ponto de vista da filosofia, tal alternativa exige uma reflexão cultural da pessoa que constitui o público. Transformação, essa, que afecta a sociedade, com o consequente empobrecimento do imaginário, a perda do sentido da narratividade que não tem história por falta de acontecimentos.Mais grave ainda parece ser a perda do sentido possível e da permanência dos objectos.
A pessoa desaparece no cálculo estatístico das respostas obtidas em tempo real, numa sociedade de pessoas ameaçadas no seu imaginário pela força da imagem que monopoliza o seu espaço mental, tais efeitos, negativos, podem entre outros, ser avançados em beneficio da tese do “desencantamento do mundo“, a época em que as possibilidades de fracassos crescem à medida das descobertas e enriquecimentos.
Rodrigues de Carvalho
